Músico , produtor , mixagens e masterizações Atualmente no cenário sertanejo universitário onde trabalha com a dupla David e deyr ( ver + na net e palco mp3) Procuro com sobriedade produzir música com qualidade e arranjos dentro do nível musical do grupo/banda/interprete/ seja o que for...com responsabilidade!! Guitarrista/violonista/compositor!!! Possuo letras também para diversos estilos... obrigado pela visita...seja bem vindo!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Glossàrios...Significado de algumas palavras no meio da gravação.


GLOSSÁRIO

Jr lobbo

Bem galera hoje vou explicar certos termos do meio dos artistas do audio...

ADAT. Gravador digital multipista da Alesis. Grava 8 pistas de áudio em fita de vídeo S-VHS.

Analógico. Som convertido por um microfone ou captador em corrente elétrica, cujas variações de voltagem são análogas às vibrações sonoras; gravação em fita magnética, pela analogia entre as variações do campo magnético da cabeça de gravação e as variações da voltagem elétrica.

CD. Compact Disc. Formato padrão de registro sonoro da indústria fonográfica, contendo 74 minutos de áudio digital de 16 bit e 44.1 kHz de resolução.

Controlador. Instrumento eletrônico usado pelo músico para acionar remotamente outros instrumentos num sistema MIDI.

DAT. Digital Audio Tape. Pequena fita cassete digital estéreo com qualidade sonora profissional.

Digital. Diz-se do sinal sonoro após ser convertido em amostras, registradas por um processador. A amostragem mede a amplitude da onda sonora milhares de vezes por segundo.

Hardware. Qualquer aparelho ou componente físico de um computador.

HD. Hard Disk. Disco rígido que armazena dados digitais de um computador, gravador ou sampler. “Winchester”.

Home Studio. Estúdio caseiro de gravação. Conjunto de equipamentos para gravação em casa, compreendendo gravadores multipista e estéreo, mesa de som, microfones e processadores de som.

Interface. Dispositivo que traduz diferentes linguagens de máquina para conectar equipamentos digitais.

MD. Abreviação de MiniDisk. Pequeno disquete e respectivo gravador capaz de registrar vários minutos de áudio com qualidade um pouco inferior à do CD, adotado por emissoras de rádio e discotecários. Usado em alguns modelos de porta-estúdios.

Microfone a condensador. Transdutor de alta sensibilidade que opera através de um capacitor formado pela membrana e por uma placa fixa. Necessita de alimentação elétrica, geralmente fornecida pela mesa de som através do próprio cabo de áudio. Ver Phantom power.

Microfone dinâmico. Transdutor de média ou baixa sensibilidade, que opera através de uma bobina móvel acoplada à membrana. Ideal para captação de sons de alta intensidade.

MIDI. Musical Instrument Digital Interface. Interface digital para instrumentos musicais. Conecta diversos instrumentos eletrônicos por cabos e transmite informações sobre a performance do músico, como as notas tocadas, através de 16 canais totalmente independentes. Adjetivo empregado para todos os equipamentos e técnicas operacionais relacionados a esta interface.

Módulo. Sintetizador ou sampler desprovido de teclado, acionado via MIDI por seqüenciador ou instrumento controlador.

Monitor. Caixa de som com alto-falantes próprios para gravação e mixagem.

Multicanais. Que contém diversos conectores independentes de entrada e saída de áudio.

Multiefeitos. Processador de sinal que contém diversas opções de efeitos sonoros, tais como reverberação, eco, chorus e outros.

Multiportas. Interface ou placa MIDI com várias conexões independentes de entrada e saída de dados, cada qual com 16 canais. Ver Porta.

Multitimbral. Sintetizador ou sampler capaz de reproduzir diferentes timbres simultaneamente, através de canais MIDI independentes.

Patch bay. Dispositivo com conectores para múltiplos canais de áudio que facilita o cabeamento dos equipamentos do estúdio nas sessões de gravação.

Phantom power. Recurso das mesas de som e pré-amplificadores que, acionado por uma chave, fornece alimentação elétrica (em geral de 48V) aos microfones a condensador através dos próprios cabos de áudio. Veja também Microfone a condensador.

Plug-in. Software acessório instalado como um recurso adicional de um programa de computador.

Porta. Conexão de entrada ou saída com 16 canais numa interface ou placa MIDI.

Porta-estúdio. Gravador multipista acoplado a uma mesa de som.

Processador de sinal sonoro. Aparelho ou programa que acrescenta efeitos ou modifica parâmetros do som de várias maneiras.

Sampler. Instrumento musical digital que capta, armazena e processa sons externos e os reproduz acionados por teclas ou comandos MIDI.

SCSI. Small Computers Serial Interface. Interface serial nativa dos computadores Macintosh. Nos PCs necessita de placa controladora. Conecta diversas unidades de disco simultaneamente, usadas em computadores, samplers e gravadores digitais..

Seqüenciador. Gravador e editor de mensagens MIDI, capaz de registrar todos os movimentos do músico num instrumento controlador, modificar inúmeros parâmetros e executar a mesma performance em instrumentos eletrônicos através dos canais MIDI.

Sintetizador. Instrumento musical analógico ou digital que processa diversos parâmetros dos sons gerados internamente e os reproduz acionados por teclas ou comandos MIDI.

Software. Programa de computador.

Submaster. Canal coletivo que agrupa e controla outros canais da mesa de som e envia seus sons para a seção master ou por um conector independente de saída. Também chamado grupo, subgrupo, submix ou bus.

Sync. Interface para sincronização entre gravadores de áudio e vídeo e seqüenciadores MIDI.

Bateria acústica X eletrônica




Áudio & MIDI: o Melhor dos Dois Mundos
Bateria acústica X eletrônica

Jr lobbo

Sempre vem à tona a polêmica que contrapõe instrumentos acústicos aos sons eletrônicos que os imitam. Nosso tema opõe o mais tradicional de todos às mais recentes conquistas da história da música: as percussões acústicas e eletrônicas. Será que vale a pena substituir peles e pratos por amostras digitalizadas? A programação de padrões rítmicos consegue substituir a execução do baterista? Quais os investimentos para gravar bateria no estúdio? Vamos analisar aqui os prós e contras dos dois sistemas e verificar a praticidade de uni-los, aproveitando o que cada um tem de melhor.

Para gravar uma bateria tomamos cuidados especiais. Não registramos um som, e sim o de vários instrumentos. Tambores e pratos, captados por microfones específicos, podem e devem ser armazenados em diferentes pistas. Temos assim mais recursos para a mixagem final destes com os demais sons do arranjo. Se for gravada em estéreo, em apenas duas pistas, a bateria não tem como ser equalizada na finalização do trabalho. Seus vários microfones, nos canais da mesa, podem ser endereçados para duas ou várias pistas do gravador.

Esses recursos são, contudo, os maiores investimentos do estúdio. Chegam a multiplicar os custos em várias vezes. A bateria, um instrumento caro, precisa de um kit de microfones especiais, cabos e pedestais, além de cerca de 8 pistas no gravador ou 8 entradas na interface de som do computador. A mesa de som e a cabine acústica completam os principais itens da lista, que ainda incluem compressores, gates e outros. Nada disso evita o vazamento dos sons pelos microfones. O resultado depende do talento de cada produtor.

É óbvio que a maioria dos home studios começa usando os recursos eletrônicos. Muitos deles obtêm ótimos resultados. Disseminado na música pop a partir dos anos 80, o uso do sampler, com loops seqüenciados e timbres originais ou muito bem copiados de instrumentos acústicos, é hoje predominante em vários gêneros musicais, do rap americano ao nosso pagode. E a bateria eletrônica nada mais é que um seqüenciador de amostras sampleadas. Em certos estilos de execução mais livre, como o jazz, a bateria programada é menos conveniente. Em outros, seu uso é a regra. Em muitos gêneros, uma boa e detalhista programação de timbres bem escolhidos pode convencer até profissionais mais experientes. Mal feita, ridiculariza uma produção.

Uma bateria eletrônica, no senso estrito, é um aparelho com um seqüenciador MIDI e botões ou pads que ativam sons digitalizados de percussões. Num sentido amplo, todos os instrumentos MIDI do estúdio que tenham sons percussivos são tocados pelo teclado (ou outro controlador) e programados num seqüenciador, de computador ou não. Podemos programar os ritmos na tela do computador, com muitos recursos, ou na própria bateria eletrônica. Em vez de gravarmos o áudio desses sons percussivos, poupamos as pistas de gravação sincronizando o seqüenciador ou a bateria eletrônica ao gravador multipista, fazendo com que atuem sempre juntos. Na mixagem, reunimos na mesa as pistas gravadas de vozes e instrumentos com o som direto dos instrumentos MIDI.

O baterista pode programar seus ritmos usando pads, espécie de “tambores” eletrônicos, e triggers, pequenos microfones de contato que convertem qualquer fonte de som em controladores MIDI. Com eles, pode lançar mão de sua técnica instrumental para programar seqüências com mais conforto, sem ter que se adaptar, por exemplo, a um teclado. O músico toca até mesmo em uma bateria de estudo trigada ao sistema MIDI.

Alguns estúdios chegam a combinar o uso simultâneo dos processos de gravação acústica e de seqüenciamento MIDI da bateria. Gravando os componentes que têm som mais rico em detalhes, como caixa e pratos, enquanto seqüenciam outros tambores “trigados”, aproveitam o melhor dos dois mundos com contenção de despesas.

Gravação e Edição no PC.... Gravando as vozes




Gravação e Edição no PC
Gravando as vozes
Jr lobbo


A voz é o instrumento principal de qualquer canção. Mesmo que uma banda disponha de um guitarrista ou tecladista virtuoso, é o canto que contém o principal da música, que são a sua melodia e a sua letra. É ele também que define a emoção com que a música é transmitida. A ele vamos, pois, dedicar a maior atenção ao gravar.

Prosseguindo em nosso passo-a-passo da gravação no computador, vamos aqui gravar as vozes. Nos artigos anteriores, configuramos nosso sistema para gravar no Cakewalk Pro Audio, seqüenciamos a bateria e os teclados e gravamos as guitarras, o baixo e o violão. Neste, veremos todos os passos necessários para garantir um som o mais fiel possível às vozes dos cantores e vocalistas.

Vozes. Definir quem vai cantar e como é a primeira tarefa de uma produção. Todo o arranjo e a sonoridade obtida com os recursos que estamos estudando dependem disto. Os timbres dos instrumentos utilizados têm que “vestir” bem o timbre da voz do cantor. A tonalidade escolhida deve ser a mais confortável e interessante, para que todas as notas emitidas o sejam sem esforço. E por aí vai. Jamais entre nessa de gravar a música num tom só porque é o “tom original”, aquele em que ela foi composta ou foi gravada pela primeira vez. O tom de uma música é o tom daquele solista, e neste artigo o solista é o cantor.

Escolha o tom da seguinte forma: anote a nota mais grave e a mais aguda que o cantor emite sem muito esforço. Anote também a nota mais grave e a mais aguda da melodia da canção. Transponha o tom da melodia até que ela se “encaixe” na região confortável da voz. Transponha igualmente o tom da harmonia, de preferência cifrando novamente os acordes da partitura. Adapte o arranjo ao novo tom. Por mais diferente que possa ficar o arranjo em relação à sua idéia original, sempre é melhor que ouvir um cantor forçando sua voz nos agudos ou perdendo corpo nos graves. Estes procedimentos, aliás, também valem para qualquer solista de música instrumental.

Outras vozes, como o backing vocal, devem ser bem escolhidas, para combinar com o timbre do cantor principal. Vamos gravar uma a uma para termos recursos de nivelamento durante a mixagem. Ou grava-las juntas, mixando os sons de acordo com as distâncias dos microfones para os vocalistas. Podemos dobrar vozes, gravando em novas pistas o canto principal ou os vocais, para dar mais corpo. Nesse caso, a emissão deve ser precisa e de acordo com o ritmo da melodia principal, conforme a execução do cantor. Este, aliás, pode fazer o papel de vários vocalistas, mas o timbre fica mais unitário, o que pode ser bom em certos casos e mau em outros.

Espaço. O ideal é o cantor ficar isolado num ambiente só para ele e o microfone. Além de evitar a captação desnecessária de ruídos, isto permite que o produtor monitore a gravação com mais conforto através das caixas de som. Se for possível, prefira o cômodo de melhor acústica da casa, que é aquele onde a voz soa mais natural. Neste cômodo, que acaba de virar uma cabine de voz, escolha o ponto onde ela soa melhor. Tente abafar um pouco as reflexões das paredes cobrindo-as com algum material absorvente acústico. Tecidos, cortinas, carpetes e espumas são as soluções mais comuns. Lã de vidro e Sonex, as mais clássicas.

Se você tem apenas um cômodo disponível em sua casa, desligue a televisão, ponha a família e o papagaio pra dormir e corte o som das caixas. Todos os envolvidos com o trabalho terão que usar fones de ouvido, que devem ter boa vedação.

Microfones e captação. Nos lugares mais barulhentos, usamos microfones dinâmicos, sensíveis o suficiente para bem captar o que está a poucos centímetros de distância. Os mais comuns são os Shure SM58 e SM57. Em um quarto silencioso, podemos captar vozes com microfones a condensador, mais sensíveis, como os modelos AKG C414 e Neumann U-87. Estes precisam ser alimentados pelo phantom power da mesa de som, uma corrente elétrica de 48 volts que alimenta o microfone através do próprio cabo de áudio ao pressionarmos o botão correspondente na mesa.

O cantor grava sempre em pé, com o microfone no pedestal, nunca na mão. Este deve ter uma suspensão elástica, como a brasileira Sabra Shock Mount, que evita transmitir trepidações do chão para o microfone pelo pedestal. O microfone a condensador fica a algumas dezenas de centímetros da boca do cantor, com um filtro anti-pop. O dinâmico fica a poucos centímetros, mas não totalmente de frente para o cantor. Incline-o para um lado, sempre apontando para a boca. Assim, evitamos que as consoantes bilabiais “p” e “b” explodam na frente da membrana e inutilizem a gravação.

Conexões. Plugue o microfone a um canal da mesa, de preferência com conectores XLR (Canon). Da mesa, mande uma saída direta do canal ou de um subgrupo para uma entrada da placa de som. Para monitorar, ligue uma saída da placa a outro canal da mesa. No Cakewalk, indique a entrada e a saída da placa que estão sendo utilizadas para gravar nesta pista.

Provavelmente, o cantor vai precisar ouvir alguma reverberação no fone. Não devemos gravar este reverb, para poder regulá-lo direito na mixagem. O reverb fantasma é aquele que é monitorado mas não gravado. Usando um reverberador conectado à mandada e ao retorno auxiliar de sua mesa, mantenha este retorno endereçado somente ao máster. Assim, o efeito não sai pelo cabo que envia o som da voz para o PC. Ajuste a intensidade da reverberação pelo controle auxiliar do canal de entrada ou de monitoração, tanto faz. Embora o efeito seja controlado no próprio canal da voz, seu som não sai dali. Ele entra pelo retorno auxiliar e sai pelo máster estéreo somente para os monitores e fones.

Passando o som. Peça ao cantor que entoe o trecho mais forte da música. Ponha os faders do canal e do master da mesa na marca de zero dB (“0” ou “U”). Vire o botão de ganho do canal até que o LED chegue próximo ao limite. Ajustado o nível de entrada, abra a mesa virtual do Cakewalk em . Localize o canal virtual que corresponde à pista da voz a gravar. Acione (Arm) neste canal e observe o LED se mover na tela, ajustando o volume de gravação próximo ao limite, mas com alguma folga, para o caso do cantor se empolgar. Use para isto o fader do submaster da mesa ou, na ausência deste, o fader virtual do canal do programa.

Ponha a música para tocar e peça que o cantor o oriente sobre quem está muito alto e quem está muito baixo, de forma a deixa-lo ouvir a si e aos outros sons confortavelmente. Faça os ajustes necessários na mesa de som. Se, durante a gravação, o nível estiver mal ajustado, interrompa e reinicie todo o processo. Durante a gravação, não mexemos em nenhum controle, além de e . Repita os procedimentos ao gravar cada voz.

Gravando. Após tocar algumas vezes a música para o cantor ensaiar e ajustarmos os níveis de entrada, gravação e monitoração, podemos gravar. Use as teclas para gravar e para parar. Use também a para tocar e para voltar ao início.

Se algumas frases não ficarem ideais, podemos fazer emendas, desde que o cantor consiga manter o clima da outra tomada, a mesma distância do microfone etc. Mantendo a pista pronta para gravar, tocamos a música ou um trecho bom e pedimos ao vocalista que cante da mesma maneira que antes. Com a música sendo executada, acionamos teclando logo antes da(s) frase(s) a emendar. Logo após o trecho emendado, teclamos novamente para voltar ao modo . Paramos a música e tocamos novamente o trecho para conferir se ficou perfeito. Essas emendas são perfeitamente viáveis, desde que acionemos a opção da janela do menu , para apagar sempre o que estava gravado por baixo da emenda.

Grave cada voz numa pista, sempre que possível. Assim, você terá muito maior liberdade durante a mixagem.

No próximo artigo, vamos gravar os instrumentos de percussão.

O Áudio ... Gravação e Edição no PC X. Gravação do baixo, violão e guitarras




Gravação e Edição no PC
X. Gravação do baixo, violão e guitarras



Nesta série, estamos produzindo a gravação de uma canção em todas as etapas, do esboço inicial até a distribuição. Para o seqüenciamento MIDI e a gravação multipista estamos usando como exemplo o programa Cakewalk Pro Audio. A partir deste artigo, vamos gravar as pistas de áudio, começando aqui pelo baixo, violão e guitarras.

Nas últimas edições, seqüenciamos primeiro as pistas guia e depois os instrumentos eletrônicos em definitivo. A bateria e o piano podem ser suficientes para que gravemos o baixo, a guitarra base ou o violão, um por um, em qualquer ordem. Assim, embora já tenhamos seqüenciado um baixo MIDI, vamos desligar seu som clicando em na pista correspondente. Abrimos uma nova pista para registrar o áudio do baixo elétrico. Depois, gravaremos o violão e as guitarras.

Por que não gravamos todos ao mesmo tempo? Não seria uma economia de tempo? Gravar em separado não tiraria o calor da interpretação ao vivo? Como os músicos vão ouvir uns aos outros?

É claro que podemos gravar tudo junto. Para isso, precisamos de uma placa de som com vários canais de entrada. Endereçamos cada canal da mesa para uma diferente entrada da placa e no programa gravamos em cada pista o sinal de uma das entradas da placa, simultaneamente. Só que temos alguns inconvenientes.

O primeiro é o vazamento do áudio. Com vários instrumentos microfonados numa mesma sala, é inevitável que cada microfone capte os sons do instrumento à sua frente e também os sons dos outros. Depois, na mixagem, teremos problemas para controlar o volume e o timbre de cada um, já que em cada canal teremos uma “repetição” dos sons de outros canais.

O segundo inconveniente é dividirmos nossa atenção entre a captação e o registro (gravação) de todos esses sons ao mesmo tempo. Gravando um por um, temos controle total do processo, alem de eliminarmos os vazamentos dos sons. Ou seja, na mixagem, teremos cada som num canal.

Para garantirmos o suingue da interpretação coletiva, podemos primeiro gravar uma pista guia. Até mesmo com um só microfone, podemos captar toda a banda tocando junto. Depois, gravando individualmente, cada instrumentista ou cantor ouve no fone aquela pista e busca repetir a sua performance, como se estivesse tocando em grupo. Esta técnica não se aplica a alguns gêneros de jazz ou de música erudita, mas é bastante eficaz na maioria dos gêneros populares, inclusive MPB e rock. E já que gravamos em nossos próprios estúdios, a economia de tempo é uma prioridade menor. Até porque, com os canais “limpos”, pouparemos tempo na mixagem.

Portanto, as técnicas que vamos utilizar aqui para gravar um instrumento de cada vez podem ser praticadas simultaneamente, mandando cada canal para uma entrada da interface de áudio.

Captando os sons. A partir do registro (áudio ou MIDI) de uma bateria e um instrumento de harmonia, como piano ou violão, podemos gravar logo o baixo elétrico. Ele pode ser plugado direto a um canal da mesa ou ser primeiro pré-amplificado, mas sempre ligado “em linha”, isto é, não microfonado. O volume do baixo fica no máximo.

O violão usará o mesmo microfone com que o estúdio capta voz, plugado a um canal da mesa, de preferência por cabo balanceado e conector Canon (ou XLR). Dependendo do porte do estúdio, pode ser um microfone dinâmico, como o Shure SM58, ou a condensador, como o AKG C414. Que ninguém se engane: a boca do violão é uma saída de ar e não de som. Quem produz o som, pondo o ar do ambiente para vibrar, como uma membrana, é o tampo do instrumento. Portanto, é o tampo que vamos microfonar, geralmente atrás do cavalete, talvez um pouco para baixo. Cada violão tem um som, afetado pela temperatura, umidade e outros fatores. Então, aproveitamos a folga de tempo que só um estúdio próprio fornece e experimentamos a posição ideal do microfone cada vez que vamos gravar um instrumento. Alguns captam o braço do violão com um segundo microfone, na vã tentativa de realçar o som das cordas. Tudo o que conseguem é cancelar a fase em algumas freqüências, ou, em bom português, deformar o timbre. Repetindo: quem faz o som sair é o tampo do instrumento.

A guitarra é um caso mais complexo. Ela é um dos instrumentos mais difíceis de captar. Ligada à mesa em linha, muitas vezes soa artificial, como um zumbido. O som de um guitarrista é produzido pela guitarra, pedaleira de efeitos, amplificador e alto-falantes. Então, captamos um dos falantes com um microfone dinâmico, como o Shure SM57. Ele fica meio inclinado, apontado para o meio de um raio do cone. A posição ideal do microfone será aquela que soar melhor após experimentarmos várias opções e ouvi-las. Uma boa prática é gravar a guitarra sem o efeito de reverberação, deixando para incluí-lo na mixagem.

O amplificador da guitarra pode ficar isolado, por exemplo, num outro cômodo da casa. O guitarrista pode tocar na sala de controle (técnica), ouvindo o som da guitarra misturado aos outros pelos monitores do estúdio. Primeiro, ele ajusta o timbre no amplificador. Depois, na sala de controle, ajustamos os equalizadores do canal de entrada para que a guitarra tenha o mesmo timbre (ou o mais parecido possível) nos monitores.

Passando o som. Alguns instrumentos e microfones têm mais nível de saída que outros, por isso ajustamos o ganho (trim) do canal da mesa para cada gravação. Com o volume ajustado no fader em zero decibel, movemos o controle de ganho para a direita enquanto o instrumentista toca o trecho mais forte da música até que o LED atinja o seu ponto mais alto, sem deixar distorcer o som. Atenção para o fato desta operação ser feita com os olhos e os ouvidos. O objetivo é encher o canal de som, aproveitando ao máximo sua dinâmica e evitando ruídos da captação.

Ajustado o nível do instrumento na entrada da mesa, agora vamos controlar a saída para gravação. Podemos controlar o volume de entrada no Cakewalk com o mouse, através de um fader virtual. Ou então, nas mesas que têm subgrupos de canais (os grupos, bus ou submasters), controlamos este nível através de um fader real, o que, convenhamos, é bem mais confortável. Vejamos os dois casos.

Nas mesas mais simples, escolha um canal com saída direta, conecte ali um plugue banana ou P10 (1/4”) e a outra ponta do cabo é ligada a uma entrada da placa de som. Se os formatos forem diferentes, solde o conector apropriado em cada extremidade do fio. Na pista do Cakewalk, escolha na coluna a entrada da placa de som por onde o som vai entrar. Então, clique no botão ou para preparar a pista para a gravação. O botão ficará vermelho. Abra a mesa virtual clicando em e em . Nesta tela, cada pista já gravada ou seqüenciada tem a aparência de um canal. Nos canais à esquerda, localize aquele que tem um LED ao lado do fader. Confira que é o canal do instrumento a gravar. Com o músico executando o trecho mais forte da canção, ajuste o nível ideal arrastando o mouse sobre o fader. Jamais tente ultrapassar o nível de zero dB em sistemas digitais, devido ao desagradável ruído produzido.

Numa mesa feita para gravação, podemos enviar o som do instrumento através de um submaster. Endereçamos o som do canal de entrada para o submaster 1, por exemplo, apertando o botão 1-2 ao lado do fader do canal e girando o botão de pan todo para a esquerda. Ligamos a saída direta do submaster 1 à entrada 1 da placa de som. Observamos o movimento do LED do canal da mesa virtual do Cakewalk, deixando o fader em zero dB e controlamos o volume pelo submaster da mesa física.

Ajustado o nível durante a passagem de som, não devemos mexer nesses controles durante a gravação. Se algum deles precisar de novo ajuste, faremos isto primeiro e só depois realizaremos o registro definitivo do instrumento.

Monitorando. O som de cada pista que gravamos tem que retornar à mesa para ser enviado às caixas de som. Na janela , na coluna da pista desejada, escolhemos uma saída da placa de som. Também conectamos esta saída da interface à entrada de um canal na mesa, enviando seu som para os canais master. Podemos mexer à vontade nos níveis deste canal, já que seus controles só afetam nossa monitoração.

Gravando. Aqui, agimos com já foi visto nos artigos anteriores. Usamos as teclas para gravar, para parar e ouvir e para voltar ao início. Podemos gravar a música toda de uma vez ou uma parte de cada vez, com o auxílio dos marcadores. Gravamos separadamente cada guitarra: base numa pista, solo em outra, acréscimos em outras, passando o som todas as vezes.

Por enquanto, não precisamos nos preocupar com compressão, equalização e efeitos. Deixemos estas etapas para a edição e a mixagem. No próximo artigo, vamos gravar as vozes.

Jr lobbo (jrmastermix@hotmail.com) é músico, produtor e professor dos cursos de Home Studio...entre em contato!!!!



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